domingo, 3 de maio de 2009

16 - UM ANO DE MISSÃO MARAJÓ,BENDITO SEJA DEUS!






Saudades deste dia Barcarena. eu Elo,Ierecê e Ironi.




Em 2007 aconteceu o congresso nacional da RCC na Canção Nova, participei com meu grupo de oração, fomos com uma caravana, eu fui a este congresso desafiando o Senhor; se Ele não me desse uma resposta concreta para minhas inquietações de estar na missão, eu deixaria tudo, grupo oração, pregação, tudo o que era serviço da igreja, pois estava cansada.




Lá estava eu ouvindo todas as pregações. Dom Azcona, iniciou sua pregação, meu coração incendiou cada palavra que ele proferia meu coração se convencia que o Marajó era meu lugar. Não estava enganada, 10 meses depois eu estava sendo enviada pela minha paróquia e minha diocese a missa foi simples mas linda Dom Laurindo fez meu envio.


No mês de maio estava eu aqui aqui nesta terra cheia de dificuldades, tribulações, misérias, injustiças, mas cheia de filhos de Deus esperando para serem orientados, conduzidos e acima de tudo para serem amados.




Está fazendo um ano que estou no Marajó, se eu disser que tudo foi maravilhoso não estaria sendo verdadeira. Muitos momentos foram de deserto, solidão, saudades, sofrimento e lágrimas, passamos por muitas dificuldades, mas nada foi maior do que a alegria de estar cumprindo o mandato do Senhor.




Uma das experiências mais bonitas desta missão foi com os Ribeirinhos, estar com eles foi ter uma lição de fé, a cada historia ouvida, a cada ação presenciada.



Rio Aranai, almoço bom!!



Comunidade Cristo Rei, Rio Aranai.





Como RCC que aqui somos e fomos enviados atuamos em todas as pastorais e obras sócias com a identidade da rcc, exercitando os dons e carismas onde quer que somos chamados.No grupo de oração iniciamos praticamente do nada poucas pessoas sabiam o que era rcc, fizemos oficinas de dons, formação para servos, implantamos o núcleo, formação para pregadores, musica, intercessão, retiro para jovens Carnaval com Cristo,hoje estamos abrindo três novos grupos de oração. A realidade desse povo de Breves levou-me a viver momentos duros, que me fizeram dar passos na conversão a cada situação vivida. Foi experimentar no dia-a-dia ficar abraçada ao crucificado, me sentir amparada por Maria e sustentada pelo Pentecostes diário.





A realidade que muitas vezes me chocou e ainda choca só foi e é possível enfrentar com a força da Eucaristia diária, com Jesus sacramentado em nossa casa. Receber Jesus Eucarístico é ter a certeza que Ele esta em mim, me faz olhar com os Seus olhos, amar com Seu coração, me faz crer e experimentar que a Sua palavra se cumpre quando diz: “Recebereis o Espírito Santo e sereis minhas testemunhas..”. Sem a experiência do Pentecostes, sem a força e o direcionamento do Espírito Santo, seria impossível permanecer aqui. Em todos os momentos que desanimei e quis desistir o Espírito Santo me recordava que: não era eu que tinha escolhido estar aqui, mas o Senhor me escolheu e me enviou, e que eu deveria cumprir Seu mandato: “Ide e evangelizai a todos os povos”.





Creio que não só para mim, mas também para Beto e Elo, a menina dos olhos desta missão se chama comunidade São José Operário porque vimos ela nascer dar os primeiros passos em tudo o que uma comunidade precisa.







Visitando as famílias vendo as condições de sobrevivência me fazia amar, respeitar e lutar por elas, no inicio um sentimento de fracasso. O que poderia eu fazer? Diante de tanta miséria, fome, falta de água de higiene, enfim ali estavam muitas famílias vivendo num submundo.
Muitas vezes durante o dia estava com eles e a noite chorava por não saber o que fazer, por onde começar, não tinha dinheiro para matar a fome deles nem para comprar remédio, para procurar um médico, mesmo porque médico aqui é uma raridade. Eram tantas as necessidades urgentes de cada família, que me sentia um nada, e em muitos momentos pensei em desistir, mais uma vez o Espírito Santo me recordava que semear a cultura de Pentecostes era necessário.


Era e é minha missão como RCC, pois foi esta experiência de Pentecostes que me impulsionou a estar aqui.
Depois de conhecer um pouco desta realidade iniciamos as celebrações da palavra e as missas todos os domingos nesta comunidade, no inicio celebrávamos com no máximo 10 pessoas num pequeno barraco, mas em pouco tempo estava pequeno demais para tanta gente.




Então com a permissão dos freis, construímos uma maloca coberta de palha que comportava umas 100 pessoas.

Convivendo com a comunidade observando a dificuldade financeira que cada família estava passando por conta do desemprego em massa, tudo isso fazia minha cabeça fervilhar de ideias para poder ajudar na geração de renda principalmente as mulheres e adolescentes.




As Mulheres ,porque eu ficava imaginando que dor elas deviam sentir por não ter o que dar aos seus filhos quando estavam com fome, a situação é tão grave que algumas mães perderam seus filhos que morreram desnutridos.






As meninas adolescentes o caminho mais fácil era prostituir seu corpo em troca de centavos ou por um litro de óleo (e isso ainda acontece). Meu coração se inquietava. O que fazer? Meninas dos cartões



O sopro do ESPÍRITO SANTO chegou aos meus ouvidos e ao coração. Tenho alguns dons que o próprio Senhor me deu no campo do artesanato, então era tudo o que eu tinha a oferecer na área social, mas não tinha recursos para iniciar as oficinas. Mais uma vez Deus foi providência através da minha família, meu grupo de oração, minha paróquia São José Operário de Céu Azul, eles me mandavam uma ajuda financeira, e comecei a comprar o material para iniciar a confecção dos cartões, e assim iniciamos a oficina de cartões. Foi uma experiência marcante ver a alegria das crianças e mulheres confeccionarem os cartões com tanta habilidade.



Muitas vezes tinha mais de 50 pessoas na oficina, não é só o trabalho em si que realizamos, mas sempre iniciamos com uma oração, e nas conversas durante as oficinas posso conhecer melhor as dores, a cultura, o sonho destas criaturas. Muitas mulheres nem sabiam rezar e hoje acompanham as orações.






No final de 2008 confeccionamos mais de 1.500 cartões que foram vendidos aos nossos irmãos da RCC do Brasil todo e até para a Espanha. Foi muito gratificante saber que todos gostaram do trabalho artesanal recebemos muitos elogios. Meu coração se alegrava por ver que os talentos estavam sendo desenterrados, via um brilho de esperança no olhar de muitas mulheres e adolescentes, então comecei a sonhar mais com esta oficina e com outras.


Graças a Deus e mais uma vez com a ajuda da minha paróquia e RCC iniciei mais três oficinas; pintura em tecido trabalho com meia de seda confeccionando imãs de geladeira, e trabalho de cestaria confeccionadas com jornal. Hoje mais de 50 mulheres, meninos e meninas adolescentes participam das oficinas, é uma bênção para nós e para a comunidade.

Hoje já posso contar com algumas meninas e mulheres para me auxiliar nas oficinas, de aprendizes a monitoras, é a grande recompensa, pois nosso trabalho é formar formadores.
Deus realmente é fiel, e realiza quando deixamos Ele agir em qualquer situação, hoje a oficina de cartões passou a ser uma oficina de produção com a vinda do Zolim aqui para Breves, ele abriu as portas e iniciamos uma produção de 1000 cartões por mês.
Temos um projeto que está em fase de execução de fabricar terços de semente de açaí, com certeza também será uma oficina de produção que vai gerar renda para outras famílias.
O que posso dizer é que a mão de Deus tem sido visível aos nossos olhos, Ele com certeza têm um amor especial para com esta comunidade, aos olhos humanos seria impossível dentro de tão pouco tempo uma comunidade tão pobre crescer tanto em todos os sentidos, do pequeno barraco que iniciamos as celebrações passamos para uma maloca um pouco maior e hoje estamos com uma capela ampla e linda, construída pela providência divina.










Mesmo com a construção da capela nos limitando o espaço físico, temos muitas atividades sendo desenvolvidas durante toda a semana. A catequese para crianças e adultos, liturgia, terço, quatro oficinas artesanais, alfabetização, aulas de reforço, formação para voluntários, coroinhas, preparação para os sacramentos como Batismo, Eucaristia e matrimonio, com casamento comunitário.








Enfim a comunidade cresce a cada dia, é viva, celebra com alegria, não entendem muito de liturgia, mas é um povo que nos ensina na fé. É um povo simples sem muita cultura, e creio que é por serem tão simples que Deus tem se manifestado tão nitidamente. Às vezes olho para aquele povo e vejo a ação do Espírito Santo tão forte que realmente se experimenta a alegria do Senhor.





O que posso dizer deste povo? Que amo, amo, amo e tenho a graça de ver nitidamente o rosto sofrido de Jesus em cada um desses irmãos.



Tenho consciência que pouco fiz durante este tempo, mas sei o quanto o Senhor fez em mim. E o quanto Ele me usou como canal de graça para meus irmãos marajoaras. Hoje olhando para trás vejo as maravilhas que o Senhor realizou através desta Missão Marajó, e posso dizer com toda convicção da minha alma, a RCC esteve com os braços levantados, com os joelhos no chão, com ouvido no coração do Senhor para ouvir o que Ele desejava. Aqui está a resposta do Senhor, Ele desejou iniciar esta missão na Ilha do Marajó que com certeza não se limitará somente ao Marajó, mas atingirá toda a Amazônia.






Em meu coração hoje á uma certeza, faria tudo novamente para estar no Marajó, não hesitaria por nem um momento cantar aquela canção que aqui na missão muitas vezes nos momentos difíceis cantamos um para o outro para lembrar que nosso sim foi serio. Então cantamos aonde mandar eu irei... ou ainda... leva-me aonde os homens necessitem tuas palavras.. e aqui continuo pelo menos mais um ano.
A Deus toda honra toda gloria e poder! Hoje nesta base missionaria da missão Marajó aqui de Breves somos seis missionarios.







"Faz-me fiel, precioso Jesus, faz-me fiel".

segunda-feira, 20 de abril de 2009

15 - UM TEMPO NOVO! TUDO NOVO!


Iniciamos um tempo novo na missão!

Eu e Nice a nova missionaria, visita na comunidade Intel (ribeirinhos)




Elo, eu e Lúcia partilhando nosso tempo de missão Marajó.

Crianças ribeirinhas

Eu, Sil, Leandro e a amada Clarinha.


Nossa família Marajoara cresceu! No dia 08 de Abril, chegaram aqui em Breves para compor a casa base da RCC Missão Marajó mais três missionários, são eles: Paulo, Nice e Ronan.



Deus seja louvado por nos enviar mais missionários, com certeza poderemos agora ampliar nossa missão. Nossas orações chegaram aos ouvidos do Senhor, Bendito sejas Nosso Senhor Jesus Cristo.

Mas a graça não parou somente na chegada dos novos, Deus foi generoso demais. Com eles tivemos visitas maravilhosas. Nossa casa estava cheia, muita bagunça, mas muita alegria!


Zolim e Lúcia, chegaram aqui na segunda dia 06. Com certeza a vinda deles pra cá foi providencial em todos os sentidos, pudemos conversar tudo aquilo que estava em nossos corações, nossos sonhos projetos, e realidade que estamos vivendo, como também nossas angustias, graças a Deus tudo se resolveu meu coração só faltava saltar fora de tanta alegria por poder ver que eles nos entendiam, foi bom.
Lucia, Zolim e Jorge.


Além de podermos rezar juntos, planejar e sonhar o futuro da missão, tivemos a surpresa de ganhar muitas coisas para nossa casa, uma delas tão sonhadas por todos nós: um purificador de água, hoje podemos beber a água que vem da rua sem nenhum problema coisa que até agora não podiamos, buscávamos a água na casa paroquial porque é impossível beber a água da COSANPA.


Olha cor da nossa água

Obrigada Zolim! o purificador de agua foi o melhor presente.

Esta é a água que temos na torneira.

A casa ganhou tantas outras coisas necessárias como um computador que com certeza é nosso instrumento de trabalho. Tudo isso, como diz o Zolim, a providencia vai ter que acontecer pois estamos passando por um momento de dificuldade financeira na RCC. Deus providenciará, eu creio.
Valeu a pena esperar tanto tempo! Nestes dias tudo aconteceu, mais parecia um sonho que realidade.
Uma coisa maravilhosa foi termos Leandro Sílvia e Clarinha conosco por vários dias. Esta casa ficou cheia de alegria de vida, principalmente com presença da Clarinha.


Sílvia e Leandro literalmente atuaram como missionários, tarefas, de casa atividades, nas pastorais, grupo de oração, comunidade São José, foi uma bênção! Acho mesmo que eles deveriam permanecer na casa de missão!


Foram dias de muitas decisões entre elas que eu e Beto ficaremos mais um ano na missão, nossa Elo vai voltar para Ponta Grossa. já estamos com saudades.

Quem semeia entre lágrimas colherá com alegria. (salmo 126,5)

terça-feira, 31 de março de 2009

14 - UM PROFETA DOS NOSSOS TEMPOS


Falar de um homem como Dom José Luiz Azcona, é uma alegria, só se pode entender quem ele é, acompanhando um pouco o itinerário que ele faz.Vive mais nos barcos que em sua própria casa.



Em suas visitas pastorais são inúmeras as viagem que ele faz, são horas e horas de um barco para outro, viagens cansativas, muitas vezes perigosas, enfrentando as maresia destas imensas águas, sua força, é algo que não se explica, mas que se percebe claramente de onde ela vem, não é algo humano e uma força divina de quem experimentou o batismo no Espírito Santo.


Suas pregações deixam os corações inquietos. Sua atitude diante das ameaças de morte nos deixa envergonhados, quando alguém pergunta se é verdade que corre risco de vida, ele diz com voz firme mas serena, ele diz: a cada dia que passa penso muito na morte mas sem angustia, para mim será a gloria maior que um ser humano pode ter, morrer por causa do reino, pra defender os que sofrem nesta terra do Marajó morrer por Jesus Cristo é mesmo motivo de alegria.
Ele é um verdadeiro profeta que anuncia e denuncia. Depois de estar aqui por quase um ano, entendo perfeitamente o seu grito de dor em defesa dos que são verdadeiramente oprimidos, entendo quando ele prega que é necessário abraçar o crucificado, que é necessário que o Pentecostes aconteça nesta Marajó, que não basta somente rezar é preciso agir, amar, ir ao encontro dos irmãos, estar com eles, ser a voz dos que não tem voz.
Agradeço muito a Deus por poder conhecer este homem cheio do espírito Santo. Basta alguns minutos de conversa com ele para ficar com o coração abrasado, e ter um desejo imenso de se consumir pelo reino,ele fala com autoridade, e essa autoridade vem do Senhor, suas palavras ardem quando chegam ao coração, ele fala do reino com tanta convicção que convence o coração de quem o escuta.

Estivemos visitando , este amado Bispo em Soure, e lá eu pude observar que ele realmente prega o que vive, sua simplicidade, é tanta que desconcerta a nossa vaidade, nosso orgulho.
Neste dias que estivemos lá eu estava com o coração angustiado, estava num tempo de discernimento pois em maio vence o meu tempo de missão aqui. Assim sem jeito perguntei a ele se poderia conversar uns 5 minutos com ele, me respondeu prontamente, não somente 5 minutos mas quanto tempo quiser, com tanto trabalho, com tantos problemas que não dava para comparar com o nada que eu estava sentindo.

Enfim pela noite arrumou um tempo e me disse temos que conversar. Bastaram 20 minutos para que as minha duvidas e inquietações caíssem por terra, sua palavras transpassavam minha alma,e por vários momentos tive a impressão de estar frente a frente com Jesus.Seus questionamentos, me fizeram recordar o quanto desejei estar nesta terra, o quanto desejei voltar para a missão, não tive coragem de continuar com as minhas desculpas de que eu tenho minha mãe para cuidar, porque ele foi logo dizendo, quem prefere a mãe, o pai o irmão do que a mim diz o Senhor não é digno de me seguir.essas palavras doeram mas eu sabia que eram as palavras de Jesus.
Por fim me deu um abraço e um beijo de pai. Sai daquela conversa desconcertada não sabia qual era o sentimento. Mas creio eu, que foi experimentar mais um pouquinho do pentecostes.





Sua atitude de servo mais uma vez nos surpreendeu, teríamos que sair de Soure para Belém de madrugada as 4h, chovia muito quando nos levantamos ele já estava de pé, nos esperando, estava com uma gripe , febre mesmo assim pegou o carro e nos deixou na beira do rio para pegar a balsa.


Ficamos mais uma vez sem ação, o bispo nos servindo.
Deus suscita profetas como este homem para que possamos crer que é possível, nos dias de hoje anunciar a palavra de Deus, ser a voz de Deus como nos tempos dos profetas do antigo testamento.
È tempo de aprender. Obrigada meu Senhor pela graça de estar servindo nesta prelazia do Marajó.


Possam minhas palavras lhe ser agradaveis!
Minha única alegria se encontra no Senhor!

domingo, 22 de março de 2009

13 - NOSSA MISSÃO CONTINUA


Neste mês de Março muitas coisas boas aconteceram na missão, como sempre Deus nos ampara e nos capacita conforme se apresenta as situações.
Eu e Elo ficamos 11 dias sem o Beto, ele foi com frei Ronaldo para os ribeirinhos, com isso realizamos as atividades somente nós duas, foram dias de missão intensa, alem das atividades cotidianas, fomos chamadas varias vezes para rezar pelos doentes, e atendemos pessoas aqui em casa para aconselhamento
.

As oficinas estão com uma boa participação de mulheres, adolescentes a até meninos, hoje contamos com 4 oficinas de artesanato diferentes, pintura em tecido, trabalho de cestaria com jornal, imã de geladeira com meia de seda e biscuit, cartões e marca paginas confeccionados com plantas desidratadas e também uma oficina de alfabetização.

Dona Raimunda, Lucinete e Benedita,

esperam com ansiedade para pintar suas cestas.

Trabalhamos na MALOCA que aos Domingos e nossa capela para celebrar.



Mãos à obra


Oficina de pintura em tecido.


Esse pessoal tem talento.


Ademilson, este menino esta em todas as oficinas muito dedicado.



Alguns dos trabalhos feitos com meia de seda. (Imã de geladeira)

Mãe e filha aprendendo.


Estes são os marca paginas feitos com perfeição...



Nossa missão nesta comunidade e evangelizar e promover a vida e a dignidade destas pessoas. Temos aprendido muito com a realidade é necessário mais que uma evangelização espiritual e preciso apontar ou apresentar uma motivação para que não percam totalmente as esperanças e continuem lutando. São inúmeras as famílias que todos estão desempregados, oferecemos assim uma oportunidade de gerar uma pequena renda na família através destas oficinas.


Iniciamos pequenos trabalhos em biscuit.

Eu , Elo e Dom Azcona, nos fundos nossa capela quase pronta.

Dom Azcona visitando as oficinas.


O Beto chegou de volta aqui em Breves no dia 12 e nesse mesmo dia viajamos para Belém, o barco atrasou chegamos em Belém já se passava das 8h. Padre Otávio nos aguardava no porto, padre Otávio é alguém que também faz parte da nossa vida, ele é o animador vocacional da prelazia do Marajó uma pessoa cheia de Deus, amamos ele. Fomos direto para o seminário maior de Marituba, o padre Manoel nos aguardava, e como sempre nos acolheu com alegria tomamos café, chimarrão, e almoçamos com eles, em seguida as fomos para o porto e partimos para Soure, ansiosos para conhecer este pedaço de chão deste imenso Marajó.



Olha a felicidade da Elo com a cuia na mão.

Beto preferiu um cafezinho!!! Ele não se inculturou!!!!

Nossa Mãe!!! chegar a Soure é uma aventura!

Viajamos mais de 14h até chegar em Belém, depois pegamos um barco até Salvaterra, mais que uma aventura,é uma loucura para chegar até lá. Depois do barco que chega até Salvaterra é preciso pegar um ônibus por mais uns 45 minutos, depois mais uma balsa para atravessar até Soure. Enfim chegamos a terra tão esperada.
Padre Zé Antonio nos acolheu logo chegou padre Adenílson (uma figura).
Com certeza Soure é o oposto de Breves, a impressão que tive é de não estar no Marajó, a Geografia, a característica das pessoas, a cidade, tudo muito diferente daqui de Breves.

Encontramos com nossa madrinha de missão irmã Rita.

Eu e Elo Barco de Breves a Belém.

Visitamos a comunidade Nova Aliança.

Eu e padre Otávio, Viagem para Soure é preciso ter coragem!

Depois de tanto tempo... saboreamos nosso chimarrão.

Padre Manoel, até que enfim alguém que nos acompanha no chimarrão.





No sábado fomos com padre Adenilson para uma comunidade próxima, chamada vila Pesqueiro, uma pequena comunidade de pescadores na beira da praia, poucas pessoas participaram da missa, uma coisa nos chamou a atenção de mais ou menos 40 pessoas que estavam na missa somente duas foram receber a comunhão, para nós foi estranho, não entendemos muito bem.
O lugar é muito bonito, a praia é imensa.


Conhecemos poucos lugares porque choveu muito na segunda feira.Visitamos e conversamos com os nossos meninos seminaristas daqui de Breves, Ediney, Marinaldo, Daniel e Benedito foi bom estar com eles.


Ficamos hospedados na casa de Dom Azcona, mas somente no domingo ele chegou, creio que o lugar que ele menos fica e em sua própria casa vive mais pelos barcos visitando seu rebanho. Mas mesmo assim aproveitamos a sua companhia, conversamos sobre a missão, a realidade de Breves, os projetos, e sonhos.
Tive uma conversa com ele não precisou muito tempo pra que meu coração se abrasasse ele fala com uma autoridade que nos deixa convictos de que é o Espírito Santo que fala por ele.
Na terça feira, voltamos para casa não sem antes sermos surpreendidos por Dom Azcona, ele levantou-se as 4h da madrugada pegou a Kombi e nos deixou na beira do rio para pegar a balsa. Ficamos sem ação, mas nos sentimos amados por ele.
Chegamos a Belém ainda pela manha, eu e Elo fomos ao comércio comprar material para as oficinas.
Padre Manoel veio conosco a Breves, que bênção, foram estes dias nesta casa, sua presença alegrou nossas vidas, conversamos, partilhamos, celebramos todos os dias.
Obrigado senhor por tantas alegrias neste mês.


A ti Senhor renderei para sempre meu louvor!!!